Jundiaí, um olhar para o futuro

Na última edição do ranking do PIB per capita (Produto Interno Bruto dividido pela população) de municípios brasileiros (IBGE), Jundiaí está – excluindo a Grande São Paulo – em terceiro lugar entre as cidades paulistas, tendo à frente apenas Campinas e São José dos Campos. Em vários outros ranqueamentos, como o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), nossa cidade tem exposto, de forma inequívoca, o avanço do seu desenvolvimento.

A causa desse efeito teve início lá atrás – década de 1990 e começo dos anos 2000, com os investimentos feitos pela cidade na sua infraestrutura, notadamente em itens como saneamento básico, abastecimento de água, atendimento de qualidade nas áreas da saúde,  do ensino, na desburocratização e na eliminação das chamadas submoradias. O resultado, um favorável ambiente de negócios e, consequentemente, de investimentos privados de monta, garantiram a Jundiaí o avanço robusto de sua economia. Foram as consequências desses investimentos que nos permitiram alcançar essas posições nos rankings.

Fui, nesse período, por três vezes, prefeito de nossa cidade e posso dizer, baseado na minha experiência objetiva, prática, que o fator mais importante, que norteou esse avanço, foi o olhar voltado para o futuro.

Para continuarmos nessa trajetória, essa percepção antecipada do que está por vir se impõe ainda mais agora, quando nos aproximamos da chamada Era do Conhecimento e de seus subprodutos tecnológicos, tendo de enfrentar, ao mesmo tempo, as nefastas consequências do desequilíbrio do clima.

Sob essa perspectiva, nosso País – e consequentemente as cidades brasileiras – desde já, e cada vez mais, têm de tomar as medidas necessárias tanto para enfrentar essa nova realidade quanto para colher os benefícios que essas mudanças possam trazer. Segundo a renomada consultoria McKinsey, em estudo recentemente divulgado (Estadão, 31/outubro/22, p. B2), o Brasil pode dominar cerca de 15% do Mercado de Créditos de Carbono, podendo movimentar cerca de US$ 2 bilhões (R$ 10 bi) até o final desta década.

Essa é, todavia, apenas uma parte dos benefícios que nosso país pode auferir – assim como as cidades brasileiras – com essa Nova Economia, a chamada Economia Verde, baseada no uso de energia limpa, voltada para a preservação dos recursos naturais.

Jundiaí, para manter a dianteira e avançar ainda mais, precisa estar no pelotão da frente desse novo modelo econômico. Isso significa, basicamente, ter como meta zerar a utilização de combustíveis fósseis no âmbito do município, incentivando a popularização de energia solar, eólica ou outra fonte limpa, tanto domesticamente como em setores como o transporte público, entre várias outras iniciativas, de modo a atingir a chamada “eficiência sistêmica”, baseada na geração de eletricidade sem emissão de carbono, no uso de tecnologia digital de ponta nas construções – casas, edifícios – tornando as edificações menos dependentes de eletricidade para ventilação, aquecimento ou transporte interno e equipadas com sistemas de economia circular da água e reciclagem do lixo. Com essas, entre outras medidas, estaremos melhor preparados para enfrentar as crises resultantes do desequilíbrio do clima.

As vantagens de olharmos agora para o futuro não param aí. Esses avanços, por sua vez – como aconteceu quando investimos em infraestrutura no passado – terão hoje o mesmo efeito: ao proporcionarmos um ambiente de negócios de qualidade, continuaremos a atrair investimentos, empresas de ponta e, com isso, ampliaremos a nossa inserção nos mercados globais, o que nos permitirá avançar ainda mais na oferta de serviços públicos de qualidade na saúde, no ensino, no transporte, e demais áreas atendidas pela administração municipal, consolidando com isso a trajetória que nos levou hoje a posições de ponta nos rankings das cidades mais prósperas.

Jundiaí já fez isso uma vez. Pode fazer de novo.

– Miguel Haddad

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