É Natal

É impressionante como a chegada do Natal muda o jeito das pessoas. Apesar das agruras e dificuldades comuns do dia a dia, parecem sorrir mais e, de bom grado, ser   mais generosas. As famílias se reúnem, as doações aumentam e, ao contrário do que acontece na competitiva rotina diária, há um anseio de paz, troca de presentes, muitas vezes singelos, mas dedicados com o mesmo afetuoso espírito, o Espírito do Natal.

É um engano, todavia, acreditar que esse sentimento de solidariedade somente aflora no Natal, dura um breve momento, e logo voltamos à dura realidade, ao enfrentamento na luta pela vida. Na realidade, se fosse assim, e somente assim, não teríamos sobrevivido.

É claro que há uma disputa. Um torcedor de futebol não quer que o time adversário se dê bem, e nisso não difere das demais torcidas que querem igual, mas ao contrário.

Há, todavia, um outro lado. Na realidade a evolução da nossa espécie, a nossa sobrevivência, deve-se mais a nossa natureza cooperativa, o que, embora seja uma verdade estabelecida pela Ciência, é difícil de crer, principalmente hoje, no Brasil, quando assistimos a uma cisão, que tem nos dividido, a ponto de quebrar laços familiares, devido à intransigência de posições políticas.

Assistimos, no passado recente, a uma polarização rancorosa, entre facções que acreditam, cada uma, serem as “donas da verdade”. O chamado “discurso de ódio”.

É Natal. Esse é o momento em que devemos nos unir.

Nós, como quase todo mundo, pretendemos, como sempre, seguindo a tradição de nossos pais e avós, passar esta data em família. E assim – em uma reunião familiar – com certeza pretendem passar o Natal quase todas as pessoas.

Esse “quase”, todavia, não se deve a qualquer eventual impossibilidade, mas à triste divisão, fruto do radicalismo, que quebrou laços que uniam pais e filhos, irmãos, amigos e parentes próximos.

De fato, se enxergarmos o nosso país como uma grande família, podemos entender com mais clareza a dimensão e o dano que essa divisão, resultado de uma intransigência que nada constrói, prejudica não apenas as pessoas próximas e queridas como também o nosso futuro como nação.

E isso em um momento grave da vida nacional em que temos pela frente grandes desafios, basta dizer que neste exato momento milhões de famílias brasileiras amargam a trágica situação da fome, sem saber de onde virá a próxima refeição, desafios que somente serão superados se houver uma sólida união nacional exigindo soluções reais e manifestando o seu apoio às propostas que de fato possam encaminhar a solução verdadeira, que nos permita sonhar com um futuro melhor.

É Natal. E não há ocasião melhor para nos unirmos e não nos separarmos. Isso começa, muitas vezes, com um telefonema ou uma visita, o que pode ser feito agora. E a reconciliação é o melhor dos presentes.

FELIZ NATAL A TODOS!

– Miguel Haddad

(Foto: Divulgação/ACE Jundiaí)

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