Nosso Polytheama, casa da Orquestra Sinfônica Municipal de Jundiaí, faz 111 anos

No mesmo ano em que São Paulo inaugurava o seu Teatro Municipal, em 1911, inaugurávamos aqui o Teatro Polytheama. Para se ter uma ideia do seu porte, com 1124 lugares chegou a ser considerado o maior teatro do estado. Desde então grandes atores e atrizes da cena nacional pisaram no seu palco e companhias de renome internacional incluíam o Polytheama em suas temporadas no Brasil.

Quatro décadas depois, com a chegada da televisão em 1950, o público de espetáculos teatrais foi sendo lentamente reduzido. Em 1975 aconteceu o inevitável: o Polytheama fechou as suas portas e, com o passar dos anos, o que anteriormente fora uma exuberante casa de espetáculos e fizera parte da história da nossa cidade, era um prédio em ruínas. E assim permaneceu por quase 20 anos.

Coube à administração do ex-prefeito André Benassi dar o primeiro passo para mudar essa situação ao adquirir o prédio do teatro, integrando-o ao patrimônio público municipal. Quando eu era deputado estadual, em 1995, consegui junto ao Governo do Estado e à antiga Fundação Telesp recursos que permitiram finalmente a sua reconstrução, e pudemos entregar à população, em 1996 – seguindo um projeto da renomada arquiteta Lina Bo Bardi, que projetara o MASP -, o novo Polytheama.

O esforço para dotar nossa cidade de equipamentos culturais de qualidade não parou, todavia, aí. Como disse um renomado maestro, toda orquestra precisa ter uma casa. O novo Polytheama era a casa ideal para uma orquestra sinfônica.

Em 2011, em meu terceiro mandato na Prefeitura, contando com o entusiasmo de Penha Camunha Martins, então secretária municipal da Cultura, demos início à criação de uma orquestra que, com a incorporação posterior de instrumentos de sopro e percussão é hoje, sob a regência da maestrina Claudia Feres, a Orquestra Sinfônica Municipal de Jundiaí (OSMJ).

Nossa cidade, reconhecida pela qualidade de seus serviços básicos como saneamento e abastecimento de água, não poderia estar fora do pelotão da frente de um outro serviço básico, o estímulo ao avanço cultural.

Hoje, a Orquestra Sinfônica Municipal de Jundiaí, além de nos encantar com as suas performances, por meio de seu programa contínuo e crescente, visa ainda a formação de público e facilitar o acesso à arte, no município.

Por seus serviços e pelo que representa, o Teatro Polytheama, com a sua Orquestra Sinfônica Municipal de Jundiaí, é hoje um precioso patrimônio histórico e cultural de nossa cidade.

Miguel Haddad

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