Não sou candidato. Mas vou fazer campanha.

Um fenômeno recorrente nas disputas políticas é o que tenho chamado de “efeito torcida”, que leva o eleitor a se comportar como um torcedor de time de futebol, e não como um agente decisivo, a partir de suas escolhas, na definição do futuro do seu país e da comunidade onde vive.

Obviamente, de todas as decisões que cabem à cidadania tomar, essa escolha deveria ser encarada com a maior seriedade, semelhante àquela que procuramos seguir antes de nos decidirmos em questões para nós importantes, como, por exemplo, é para um taxista escolher o seu veículo: a opção tem de levar em conta o consumo de combustível, a durabilidade mecânica, entre outros fatores, uma vez que seria uma irresponsabilidade adquirir o seu instrumento de trabalho – seu ganha pão – por outro critério senão a mais estrita racionalidade.

No entanto, o que vemos, ao iniciar-se a contenda eleitoral, é a radicalização das paixões. E esse comportamento torna-se ainda mais nocivo quando, como é o caso atual, essa divisão se dá entre dois grandes contingentes de eleitores.

Com a disputa polarizada, ao invés de assistirmos à exposição de propostas para o encaminhamento futuro da Nação, ao invés de procurarmos o caminho da união nacional em torno de medidas objetivas que consigam viabilizar soluções para os graves problemas do nosso País, assistimos a uma briga de torcidas!

É triste ver famílias, outrora unidas, agora divididas, e o que era uma alegre camaradagem se tornar em uma inimizade rancorosa, amigos de longo tempo deixarem de se falar, e tudo isso numa crescente que tornam corriqueiras as desavenças e os discursos de ódio.

Por essa razão, como afirmei, nestas eleições não serei candidato, mas farei, no plano nacional, uma campanha. Não a favor deste ou daquele candidato, mas contra essa desunião raivosa, que está dividindo os brasileiros em posições virulentamente antagônicas.

Todavia, se a questão nacional está condicionada por esse antagonismo, o mesmo não se dá com a questão local, no voto para o Legislativo, no caso, para a Câmara Federal.

Aí defendo a posição que leva em conta o interesse da nossa região. De forma concreta, os dados comprovam que, na decisão de voto para deputado federal e estadual, a preferência do eleitor a candidatos locais, domiciliados em suas cidades, mais próximos das suas realidades, traz mais benefícios para as suas regiões.

A nossa região é um exemplo disso. Na eleição de 2018 não elegemos nenhum candidato local. Durante seus mandatos, que agora se encerram, os deputados federais que receberam a maioria dos votos locais não trouxeram praticamente nenhum recurso, seja para as prefeituras ou entidades daqui, ao contrário do que aconteceu na legislatura anterior, quando tínhamos um representante: de 2015 a 2018, somente para Jundiaí, Cabreúva, Louveira, Itupeva, Várzea Paulista, Campo Limpo Paulista e Jarinu – as sete cidades da Região Metropolitana de Jundiaí –, conseguimos liberar recursos no valor de R$ 28 milhões em emendas para saúde, infraestrutura e custeio de entidades.

Em resumo: embora não seja candidato, vou fazer campanha: no plano majoritário – ou seja, a presidente, governador e senador – vou me posicionar contra o discurso de ódio, contra a divisão da população brasileira em facções irreconciliáveis. Defendo que cada um vote no candidato de sua preferência, mas repudie essa divisão.

No plano minoritário, ou seja, no caso presente, a deputado federal e estadual, minha campanha será a favor do voto em candidatos, independente de partidos, que sejam das cidades da nossa região, a Região Metropolitana de Jundiaí.

– Miguel Haddad

Miguel Haddad na Mídia

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