Parque da Cidade: a trilha para o futuro

Durante anos, muito diferente dos dias de hoje, Jundiaí contou com um único parque, o Parque do Corrupira, também chamado de Parque dos Trabalhadores.

Naquela época o armazenamento da água – que captamos principalmente do Rio Atibaia – não dispunha de um reservatório de porte, capaz de garantir o nosso abastecimento no caso de uma eventual estiagem, ou do aumento da demanda com o desenvolvimento da cidade.

Essa deficiência estrutural, além de gerar uma certa insegurança, dificultava o avanço da nossa economia.

 

Esse quadro, potencialmente adverso, começa a mudar na administração Benassi, que deu início à construção de uma nova represa que permitiria estocar água na cheia e, com isso, garantir o seu fornecimento na seca. Concluímos essa construção de 5,5 bilhões de litros em 1998, no meu primeiro mandato como prefeito.

Todavia, com o aumento contínuo da demanda, optamos por ampliar a represa para manter a segurança necessária ao ritmo do nosso desenvolvimento. Foi então que em 2011 demos início à sua ampliação, em quase 3 bilhões de litros, estabelecendo uma meta de reservatório robusto capaz de garantir, por décadas, o fornecimento de água para a cidade.

Alguns podem estar se perguntado, a esta altura, o que o abastecimento de água tem a ver com a criação de parques. O fato é que tem tudo a ver. Na época em que planejávamos a ampliação da represa, no meu segundo mandato de prefeito, a cidade de São Paulo enfrentava um enorme problema com as ocupações das margens do reservatório do Guarapiranga, que poluíam, assoreavam e comprometiam a qualidade da água. Para evitar que o mesmo acontecesse em Jundiaí, construímos um parque no entorno do reservatório da DAE. Tratava-se de um projeto ambicioso, mas que fazia sentido.

Deu certo. E em mais de um sentido: o Parque da Cidade, que acabou de completar 18 anos, além de cumprir sua função de guardião do entorno da represa protegendo nossas águas com sua mata ciliar e evitando ocupações, proporcionou à população jundiaiense um espaço de lazer e prática esportiva. Hoje, cerca de 5 mil pessoas frequentam o parque aos finais de semana.

E o que é mais importante: essa demanda mostrou a necessidade de criar novos espaços semelhantes, de convivência e lazer, em nosso município.

Demos início então à reforma, na realidade uma reconstrução, do Parque do Corrupira, e o resultado foi igual: milhares de pessoas passaram a frequentar o parque, principalmente aos finais de semana. Era uma satisfação ver as famílias reunidas fazendo piqueniques, praticando esportes ou simplesmente dando uma boa caminhada.

Foi assim também no fim de 2004, quando entregamos o Jardim Botânico  – considerado um dos 13 mais bonitos do mundo em ranking apontado pela Revista Casa & Jardim em agosto de 2021 – e, como complemento, uma via para pedestres e uma rota ciclística que ligava o Jardim Botânico ao Parque da Cidade, hoje o lugar preferido por muitos para uma caminhada ou uma boa pedalada em sua ciclovia.

Em 2010 entregamos o Parque do Eloy Chaves, depois o Parque Botânico do Tulipas. As administrações seguintes continuaram esse trabalho: em 2014 foi inaugurado o Parque do Engordadouro, construído por meio de uma contrapartida de empresa privada, e em 2021 foi inaugurado o Mundo das Crianças.

A enorme adesão da população a essas iniciativas mostra a sua importância na melhoria da qualidade de vida das pessoas, ainda mais agora, depois de passarmos um período confinados em razão da pandemia.

A nova cidade, moderna, boa de se viver e capaz de fazer frente aos desafios que o desequilíbrio do clima impõe será, cada vez mais, a cidade verde.

Plantar árvores e construir parques: esse é o caminho que devemos trilhar, em Jundiaí e em nossa região.

– Miguel Haddad

Crédito imagem do artigo: Tribuna de Jundiaí
https://tribunadejundiai.com.br/cidades/jundiai/18-anos-parque-da-cidade-celebra-maioridade-com-festa-para-os-jundiaienses/

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