Bicicleta: alternativa para as cidades modernas

Hoje, e cada vez mais, a bicicleta é a solução ideal para o transporte urbano. Contribui para diminuir a poluição, zera o gasto do transporte, nas alturas com o aumento do preço dos combustíveis, e, como se não bastasse, faz bem à saúde. Nas chamadas cidades inteligentes a maioria da população já vai de bike. Esse é o exemplo a ser seguido.

É evidente que, antes de tudo, é necessário pensar na segurança do ciclista. Para isso é preciso dotar a infraestrutura viária de uma malha de ciclovias. Em Jundiaí, quando fui prefeito, construímos uma ligação interna que inclui espaço para caminhada e para bicicletas entre o Parque da Cidade e o Jardim Botânico. Além disso, uma ciclofaixa na Avenida Prefeito Luiz Latorre e a ciclovia da avenida Antônio Pincinato, no Eloy Chaves.

Nessa época o uso da bicicleta era, em sua maioria, esportivo ou de lazer, embora já houvesse um movimento, liderado principalmente por ecologistas, para que se construísse ciclovias que permitissem o seu uso como meio de transporte.

Não há mais tempo a perder. A bicicleta tem de ser vista como uma solução efetiva para o transporte urbano. Dotar os municípios de ciclovias bem sinalizadas, promovendo o seu uso, deve se tornar uma ação prioritária das administrações municipais.

Miguel Haddad



Rotas da Região
Jundiaí, Itupeva e Cabreúva são algumas das cidades da região que contam com rotas ciclísticas muito requisitadas pelos adeptos do esporte.

• Jundiaí:
Rio Acima – O Circuito tem início à altura do no 4000 da Avenida Augusto Mazzi, segue pela Avenida Carlos Martins até a Avenida Geraldo Azzoni, no cruzamento com a Avenida Christian Stackfleth, e desta segue até a Avenida Gustavo Stackfleth, de onde retorna à Avenida Augusto Mazzi, até ao ponto de início.

O trecho do Circuito, popularmente conhecido como “Volta do 4000”, em razão do percurso iniciar-se defronte a este número da Avenida Augusto Mazzi, já é usado rotineiramente pelos ciclistas, cavaleiros e adeptos de corrida de rua.

• Itupeva
Com o objetivo de impulsionar o turismo local e a prática do ciclismo no município, a Prefeitura de Itupeva elaborou a “Rota de Cicloturismo” da cidade, com 210 km de trajeto e, inicialmente, com sete pontos de visitação.

A iniciativa consiste em orientar os adeptos do ciclismo de estrada e atender uma demanda dos ciclistas da cidade. Com o mapeamento é possível contemplar o itinerário, a distância percorrida, o tempo previsto, grau de dificuldade, ganho de elevação, além de placas indicativas e o mapa de localização.

As primeiras sete rotas são: do Limoeiro (42 km), Dez Fazendas (54 km), Caminho do Amor (22 km), Lagoa Grande (17 km), Fácil (11 km), Beira Rio (22 km) e Fantasma (41 km).

Em maio do ano passado foi criada uma nova rota – desta vez intermunicipal, que abrange Itupeva, Vinhedo e Louveira. A distância total (ida e volta) é de 54,46 km e garante que o ciclista saia do Centro de Informações Turísticas de Itupeva e se dirija até o de Louveira.

O Centro de Informações está na Praça da Bíblia (antiga Praça do Milênio). O horário de funcionamento é de quarta e sexta, das 8 às 17h, aos sábados, das 6h30 às 16h30 e, aos domingos, das 6h30 às 14h30.

• Cabreúva:
Prefeitura de Cabreúva dá sugestões de rotas e passeios no site da cidade. A primeira delas é passar a manhã por trilhas e cachoeiras numa fazenda situada num vale da Serra do Japi. Lá o visitante tem a opção de almoçar por quilo na propriedade, levar lanche para piquenique ou reservar antecipadamente uma das churrasqueiras do local.

Por estar próximo de uma área urbana, é possível almoçar em alguns dos restaurantes no Bairro do Jacaré.

Rota Limoeiro No pé da Serra, integrada com Itupeva. A rota passa por estradas antigas da época do café, com fazendas do Século XIX como a São Simão, Concórdia e Pinhal, que ainda cultivam o grão e guardam suas características nas fachadas das Sedes e colônias. A paisagem também é marcada pela presença dos Matacões, pedras de granito e vegetação de transição de Mata Atlântica para Cerrado, que faz essa região um lugar de “vistas” únicas. Nessa região a Rota torna-se intermunicipal, passando pela cidade de Indaiatuba e Itupeva, num trecho conhecido como “Rota do Limoeiro”, que aumenta o raio para a prática do ciclismo, em toda a região.

Alcançado a outra parte da rota que é cortada pela Rodovia D. Gabriel Paulino Bueno Couto (o trajeto é feito por acesso abaixo da rodovia), chega-se ao caminho que vai percorrendo a cidade aos pés da Serra do Japi. Antiga rota utilizada por romeiros em direção ao Santuário do Bom Jesus, que atingiam o Pé do Morro e depois encaravam a aventura das trilhas na mata até atingir o seu destino, a estrada percorre a área rural da cidade que fica aos pés da Reserva, com paisagens belíssimas até cortar a Reserva Estadual por uma estrada e retornar novamente ao Bairro Jacaré.

Miguel Haddad na Mídia

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