Domingo de Páscoa, domingo de esperança

A Páscoa vem para nos dar alento, para nos lembrar que mesmo ante tanto sofrimento, existe a possibilidade da redenção e da esperança.

A esperança nasce de duas fontes: da fé, que nos ampara e consola, e também da prontidão, ou seja, de estarmos preparados e dispostos a enfrentar os desafios.

Há quase meio século, a Ciência vem nos alertando sobre as implicações do aumento da população e do uso desenfreado dos recursos da natureza, numa escalada que nos levará, em poucas décadas, ao chamado ponto de não retorno, quando a capacidade de regeneração desses recursos será inferior à demanda. Ou seja, estaremos matando a galinha dos ovos de ouro.

Nesse processo, cada vez mais invadimos áreas até então virgens – a nossa Amazônia é um exemplo claro disso – onde vivem bactérias, fungos e vírus desconhecidos, para os quais não temos imunidade.

Isso levou os cientistas a concluir que poderemos entrar em uma nova era, na qual a recorrência de pandemias, como a covid-19, possa se dar com maior frequência.

Até então esses alertas foram minimizados. Formou-se até mesmo uma corrente negacionista, que tenta desacreditar a Ciência, numa estratégia semelhante ao avestruz que, diz a cultura popular, ao perceber o perigo, enterra a cabeça no chão para não olhar o que está acontecendo.

Forçada a encarar de frente as trágicas consequências dessa atitude, a Humanidade parece finalmente estar dando ouvidos à Ciência. E é aí que reside a esperança que vem da prontidão.

Antes indiferentes, as nações finalmente se unem e começam a agir. O chamado Acordo de Paris, que congrega praticamente a totalidade dos países do globo, criado para tomar providências capazes de impedir o prosseguimento do desequilíbrio do clima, ganha um novo ímpeto e reúne hoje, independente de posições políticas, a União Europeia, o Japão, a China, os Estados Unidos, entre dezenas de outros países, unidos em firme compromisso de tomar as providências necessárias para evitar esse colapso. Os Estados Unidos já têm destinados trilhões de dólares para essa finalidade. A China incluiu em sua Constituição, como objetivo de todo o esforço nacional, zerar, até 2050, a emissão de carbono.

Os sinais de mudança podem ser vistos em todas as áreas. O feito da Ciência ao conseguir, em menos de um ano, desenvolver vacinas eficazes contra a covid-19 não teria se dado sem a vasta cooperação internacional.

A esperança da fé nunca nos abandonou. Sempre a tivemos, ao nosso lado. É também razão para renovar as nossas esperanças saber que, no mundo inteiro, estamos nos juntando para assegurar às gerações vindouras um planeta melhor.

Miguel Haddad

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