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As lições da pandemia – Parte 3

Recentemente postei na minha página no Facebook a imagem de um enorme pedaço de gelo se desprendendo da calota polar, mais um de uma série prevista e mapeada que inclui blocos de proporções gigantescas, do tamanho da Inglaterra.

Esses acontecimentos, apesar dos alertas da Ciência, prosseguem sem que sejam tomadas providências efetivas para deter a sua causa: a exploração irracional – agigantada pelo crescimento da população global – dos recursos planetários, que degrada o solo e aumenta a emissão de gases poluentes na atmosfera, causando o nefasto desequilíbrio climático.

Causou espanto a reação de um coro negacionista criticando a notícia, como certamente se dará com a publicação deste artigo. O negacionismo é inerente às tentativas de avanço da Ciência. Não se trata de algo novo. Pouco mais de duzentos anos atrás, o médico húngaro Ignaz Semmelweis descobriu que se lavasse as mãos entre os atendimentos, o número de infecções diminuiria. Impressionado com a sua descoberta, propôs que essa prática fosse adotada pelos demais médicos e enfermeiros. A reação dos negacionistas de então foi violenta: ele foi internado em um hospício e morto a pauladas.

A pandemia que assola o planeta, assim como o desprendimento de blocos de gelo da calota polar, não deveria nos pegar de surpresa e despreparados, pois foi igualmente prevista e inúmeros foram os alertas que a antecederam.

Essa atitude, que leva ao boicote da vacinação e chega às raias do absurdo de teorias conspiratórias como o terraplanismo, cobram um preço muito alto em sofrimento humano. Não temos o direito de simplesmente esperar por uma segunda pandemia, também prevista pela Ciência, caso as medidas para evitá-la novamente não sejam tomadas.

São providências difíceis, não porque sejam em si complicadas, mas porque requerem o engajamento global e local, de governos e das pessoas.

A boa notícia, essa talvez tenha sido a lição que a pandemia nos forçou a aprender, é que governos, empresas, consumidores, instituições e comunidades estão dando passos concretos para evitar o prosseguimento dessa negligência.

Nossa região, notadamente o Aglomerado Urbano de Jundiaí, uma das mais avançadas do País, reúne as condições para se tornar modelo dessa nova economia, a chamada Economia Verde, que nos permitirá deixar para nossos filhos e netos, ao invés de um mundo hostil, um mundo pleno de oportunidades, onde possam ter a esperança de construir vidas melhores.  

Miguel Haddad na Mídia

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