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As lições da pandemia – Parte 1

Uma hora vamos conseguir nos livrar desse surto, mas a dor e o sofrimento que causou permanecerão na memória de todos, principalmente daqueles que perderam entes queridos ou foram vitimados por suas sequelas.

E, no entanto, esse calvário poderia ter sido evitado ou, pelo menos, minimizado, se tivéssemos ouvido as advertências da Ciência que nos alertavam para essa ocorrência, mas que foram desdenhadas.

Infelizmente a evolução da Ciência tem sido acompanhada por uma contrapartida, o Negacionismo, que rejeita as suas descobertas. Temos um exemplo aqui no Brasil, na chamada Revolta da Vacina. Em 1904, para combater a varíola, Oswaldo Cruz tornou obrigatória a vacinação e deu início a uma série de obras de saneamento.  Os negacionistas de então, revoltados, insuflaram uma tentativa de golpe militar que deixou 30 mortos, 945 pessoas detidas e 461 deportados para o Acre.

No século passado, estudos científicos já demonstravam a importância da Ecologia. Infelizmente não lhes foi dada a devida importância. As consequências dessa inépcia começam agora, a partir da pandemia, a ficar mais evidentes.

Como assim? O que a pandemia tem a ver com a Ecologia? E mais: com a possibilidade de termos com mais frequência esses surtos?

A devastação das florestas, antes intocadas, eleva o risco de contato com portadores de vírus desconhecidos.  Repetidamente os pesquisadores deixaram claro que se a degradação do meio ambiente prosseguir, poderemos ter pandemias com frequência cada vez maior. A Floresta Amazônica, por exemplo, com suas vastas áreas virgens, caso o desmatamento prossiga, poderá se tornar uma fonte de surtos pandêmicos.

Temos de uma vez por todas – e que a pandemia pelo menos sirva para isso – de aprender a lição e dar ouvidos à Ciência. A questão não é mais se é ou não necessário tomar providências drásticas, mas sim o que deve ser feito.

Uma palavra nova, ‘glocal’ – uma junção de globalelocal –, sintetiza a nova visão requerida para essa tarefa. Precisamos agir localmente, mantendo a atenção global e vice-versa. Nesse esforço, o papel dos municípios é fundamental.

Devemos tornar nossas cidades modelo de preservação do meio ambiente. Esse é, agora, o desafio mais importante. Vamos unir esforços para transformar esse desejo em realidade.

Voltaremos ao assunto. 

Miguel Haddad na Mídia

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