Justiça aprova cota racial

Nos revoltamos quando lemos, como acabou de acontecer, a notícia de que um negro, nos Estados Unidos, passou 43 anos confinado em uma solitária e somente agora foi libertado, embora fosse considerado inocente, desde o processo, até pela mulher da vítima que dizem ter assassinado.

No Brasil, no entanto, não é muito diferente. Só não lemos aqui tantas notícias sobre injustiças cometidas contra o negro porque isso é parte da nossa realidade cotidiana. Os brasileiros têm dificuldade em assumir a existência de racismo no país, o primeiro passo para acabarmos de vez com o preconceito racial.

Um dado apenas seria suficiente para mostrar a discriminação: enquanto o Brasil branco é um país rico, o Brasil negro é um país que rivaliza com as mais pobres nações do mundo.

Medidas como cotas e outros incentivos são necessários para dar velocidade ao processo de enfrentamento dessa flagrante injustiça.

Com esse objetivo, o Conselho Nacional de Justiça aprovou resolução que determina cota de 20% para negros em concursos públicos para juízes e servidores. Uma solução imperfeita, todos têm consciência disso. Mas pior seria deixar como está, sem qualquer possibilidade de avanço, uma questão que envergonha a todos e que se arrasta no tempo.

Entre em contato!