O Brasil está mudando?

Jornal de Jundiaí, abril de 2017

Para entender os acontecimentos atuais precisamos nos desvencilhar das emoções do momento, sujeitas a manipulações de interesses corporativos e, de forma isenta, qualificar o presente a partir de uma perspectiva histórica.

Sem ir muito longe, podemos dizer que vivemos hoje as consequências do movimento deflagrado pelas grandes manifestações públicas do povo brasileiro, que, no passado recente, exigiu a saída do PT do poder e o prosseguimento, sem qualquer partidarismo, das investigações iniciadas pela Operação Lava Jato.

Como consequência, tivemos o impeachment de Dilma Rousseff e o aprofundamento, de forma inédita na história nacional, das investigações. O que daí resultou? Com o surgimento da verdade dos fatos, que antes eram acobertados, ficou claro – como disse o comandante do Exército Brasileiro, general Villas Boas, ao condecorar o juiz Sérgio Moro com a Ordem do Mérito Militar – que estamos em meio a duas crises, de proporções inéditas em nossa história: uma crise política e uma crise econômica.

A vantagem das crises, talvez a única, é que sua urgência impede a prática rotineira de varrer os problemas para debaixo do tapete. Os seus desafios são incontornáveis e se mostram de forma concreta e com clareza. Talvez forçados por isso, podemos dizer que o caminho a seguir está dado.

Para enfrentar a crise política temos de assegurar o prosseguimento das investigações, sem partidarismos. Objetivamente, no Legislativo, aprovar as 10 medidas contra a corrupção, acabar com o foro privilegiado, cujo relatório acaba de ser aprovado na Comissão de Constituição e Justiça do Senado, impedir o voto em lista fechada e não aprovar a lei de abuso de autoridade.

Em relação à crise econômica, tomamos uma série de medidas. Hoje os 13,5 milhões de brasileiros desempregados clamam por isso. O acerto dessas medidas pode ser comprovado por seus resultados: diminuição da inflação e dos juros e desenvolvimento econômico voltando a apresentar índices positivos.

Ao fazer frente a duas crises simultâneas, com medidas concretas, seguindo a ordem constitucional, estamos construindo um Novo Brasil, um país no qual os poderosos não têm mais a certeza da impunidade e a economia poderá prosperar, continuamente, sem retrocessos, criando mais e melhores oportunidades para todos.

Talvez seja por isso que a palavra crise é vista também como um sinônimo de oportunidade.

Miguel Haddad é deputado federal

 

O que esperar deste ano?














Nos próximos dias retorno a Brasília para o início de uma nova sessão legislativa, a terceira desde quando iniciei o meu mandato. Como representante eleito da nossa região na Câmara Federal, defendendo as bandeiras do avanço democrático, do desenvolvimento econômico e da transparência, considero minha obrigação apresentar à população a minha perspectiva - que orientará a minha atuação - do que teremos pela frente.


Na economia, como disse o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, o que se pode constatar é que "parou de piorar". Seguindo nesse rumo, vamos evitar o caos (destino que seria inevitável se a irresponsabilidade da gestão petista permanecesse no poder) e assegurar a continuidade do desenvolvimento nacional.


Todavia, prosseguir no rumo certo exigirá tanto ou mais esforço e vigilância quanto foi exigido para chegarmos até aqui. Como dizia Franco Montoro, "a luta continua". E o que vai assegurar a vitória agora, como assegurou antes, não será este ou aquele partido, esta ou aquela liderança, mas sim a continuação da participação consciente e vigilante dos homens e mulheres que querem fazer do Brasil um País melhor.


Na política, a ação principal é garantir o andamento da Operação Lava Jato e demais investigações congêneres, cujo resultado, ao eliminar a certeza da impunidade, será determinante para conquistarmos uma política de melhor qualidade. Quem for mencionado nas delações tem de ser investigado. Se houver indícios de dolo, deve ser processado. Se for condenado, deve ser punido. Não importa quem seja. Temos de ter claro que o interesse pessoal ou partidário não pode estar acima do interesse da Nação, principalmente em um momento decisivo como este que vivemos. Em meio a essas linhas de atuação, teremos de dar andamento célere às reformas.


Aqui o grande inimigo será o corporativismo, aliado aos interesses ideológicos e partidários. Como aconteceu na aprovação da PEC 241, que estabelece um teto para os gastos públicos, e cujo mérito pode ser avaliado de maneira clara, bastando dizer que se existisse antes não teria sido possível ao PT fazer o que fez, teremos também contra as novas medidas um coro de vozes - dos mesmos que foram responsáveis pelo desemprego de milhões, do rombo nas contas públicas e demais tragédias fruto de suas administrações - procurando enganar a população.


A resposta que podemos dar a eles é simples: vamos manter unidas as vozes nas ruas, nas redes e no Congresso daqueles que lutam pelas mudanças. Na Câmara, minha atuação seguirá essa linha.


MIGUEL HADDAD é deputado federal

Fonte: Jornal de Jundiaí








Entrevista Miguel Haddad para a Rádio Difusora

Nesta quinta (12), conversei com o radialista Marcelo Tadeu, da rádio Difusora, sobre os projetos para 2017 e um balanço do ano passado. Em Jundiaí, é momento de colocar a cidade em ordem, com gestão de qualidade e responsabilidade fiscal. É isso que também colocará o Brasil de volta aos trilhos.

O paradoxo do pessimismo

É difícil entender o pessimismo em relação à economia brasileira que contamina a maior parte da imprensa e muitos analistas profissionais. Nem parece que estamos apenas no sétimo mês de um governo que está promovendo, de forma absolutamente surpreendente, uma verdadeira revolução na organização econômica do país.

Veja a PEC do teto dos gastos. Por meio de uma simples peça de legislação constitucional ficaram garantidos os fundamentos fiscais da economia por pelos menos dez anos e talvez também pelos dez anos seguintes. Recentemente Maria da Conceição Tavares disse numa entrevista que a medida é uma "construção diabólica" e não dá para discordar. A única divergência é que vemos isto como um elogio ao governo.

A sustentabilidade fiscal é pré-requisito não apenas para o crescimento econômico, mas também para políticas sociais eficazes e duradouras. Ao invés de ficar lutando contra a responsabilidade fiscal, a esquerda deveria estar preocupada com a incidência distributiva dos impostos e gastos públicos, com a regulação da concorrência para coibir práticas monopolistas que aumentam a concentração de poder e riqueza e com o combate à corrupção.

Não tenho receio em afirmar que a PEC do teto é provavelmente uma das três mais importantes iniciativas de política econômica dos últimos cinquenta anos. As outras duas? A reforma monetária do Plano Real e a criação do Copom, que instituiu de fato a independência operacional do Banco Central.

Este governo, às vezes dito "pinguela" e de apenas sete meses, não apenas equacionou a questão fiscal, mas está também conseguindo ancorar as expectativas de inflação no centro da meta. Esse termo técnico, "ancoragem", indica que temos agora evidências de que os agentes econômicos estão embutindo em suas decisões a hipótese de que a inflação futura será efetivamente próxima a 4,5%. Ou seja, o governo pinguela está conseguindo controlar a inflação apenas através da ação de uma autoridade monetária independente e de alta credibilidade e, o que é melhor, sem a necessidade de redução significativa na taxa de câmbio real. A inflação está sendo ancorada sem que o país perca competitividade no comércio exterior, algo que será muito saudável para o futuro de nossa atividade produtiva.

Além desses dois pilares da política macroeconômica, o governo pinguela está também desenvolvendo outras iniciativas altamente positivas de reorganização da economia. Veja os avanços em matéria de concessões e privatizações, a reestruturação da Petrobras e do BNDES, a repatriação de ativos financeiros não declarados, a reforma do ensino médio e, claro, a reforma da previdência.

Bom, mas e o curto prazo? Sem dúvida o curto prazo está muito desagradável, mas isto tem mais a ver com os erros cometidos no passado do que com as boas perspectivas do futuro. Ainda assim é importante evitar leituras imprecisas do que está acontecendo. Por exemplo, o consenso agora entre analistas profissionais é que teremos um crescimento anual do PIB de 0,7% em 2017.

Acontece que esta medida subestima a velocidade real de crescimento dentro do ano de 2017, pois estamos comparando o PIB para todo o ano de 2017 com o PIB para todo o ano de 2016. Ou seja, a medida é afetada pelo que já aconteceu dentro de 2016, ao passo que gostaríamos de medir o que vai acontecer exclusivamente dentro de 2017. É um ponto sutil, mas importante.

A forma correta para medir isto é calcular a variação percentual entre o final de 2016 e o final de 2017. Aí sim teremos uma indicação precisa do comportamento da economia ao longo ou dentro de 2017. Um crescimento do PIB anual de 0,7% em 2017 corresponderá a um crescimento do PIB ao longo de 2017 da ordem de 1,7%.

Acontece que ficamos sabendo agora que o crescimento em doze meses até novembro foi superior a 20% na produção de automóveis, superior a 50% na produção de ônibus e superior a 80% na produção de máquinas agrícolas colheitadeiras. Então fica difícil escapar da impressão de que "eppur si muove", como diria o grande Galileo Galilei. Tem algo se movendo no setor produtivo brasileiro e isto nos leva a projetar um crescimento anual um pouco melhor para 2017, próximo a 1%. Neste caso a taxa de crescimento ao longo de 2017 será de 2%. E pode-se apostar que, a partir de 2018, a economia brasileira estará num ritmo normal de crescimento, entre 2,5% e 3% ao ano.

É verdade que temos no curto prazo um problema de desemprego, herança inevitável da brutal queda da atividade no período final do governo Dilma. Entre o início de 2015 e agora o número de pessoas desocupadas aumentou em cerca de cinco milhões. Na realidade, porém, o número de pessoas ocupadas caiu apenas metade disso, isto é, o número de empregos foi reduzido em cerca de dois e meio milhões. A outra parte do desemprego resultou do fato de que pessoas que não trabalhavam antes passaram a procurar emprego agora. É natural que isso tenha ocorrido, já que quando a renda familiar cai muito, gente que não trabalhava se vê obrigada a procurar emprego. O lado bom é que, quando a renda familiar começar a se recuperar, essas pessoas poderão sair da força de trabalho reduzindo o desemprego.

O desemprego é nosso principal problema e não é fácil imaginar uma solução simples. Com a recuperação da economia certamente vai diminuir, mas não rapidamente. Até o final de 2018 a redução no número de desempregados poderá ser de apenas um milhão de pessoas. Nessa situação uma intervenção seletiva e temporária do governo poderia até ser justificável, mas como fazer isto dentro do novo regime fiscal? É o grande desafio do momento, mas não justifica o pessimismo generalizado.

A inflação está sendo ancorada sem que o país perca competitividade no comércio exterior, algo muito saudável.

A sustentabilidade fiscal é pré-requisito para políticas sociais eficazes e duradouras.



Francisco Lafaiete Lopes é PhD por Harvard, sócio da consultoria Macrométrica e ex-presidente do Banco Central (BC).

Obrigado Presidente Temer por 2016

Em menos de 6 meses, seu governo consegui aprovar 54 medidas importantes, um a cada 3,3 dias. Sensacional.

1. Criar uma consciência de controle de custos federais por 25 anos, e provavelmente para sempre.

2. Lei das Estatais proibindo dirigentes partidários serem indicados a estatais, e só administradores competentes ou profissionais com 10 anos de experiência no setor. Fim dos Sergio Gabrielis e Lucianos Coutinhos que nunca trabalharam numa empresa na vida.

3. Lei da Repatriação regularizando 200 bilhões de dólares que lentamente voltarão para o Brasil.

4. Facilitou a contratação de empregados pelas empresas reduzindo multas por demissão.

5. Aprova a Lei sobre o Sistema Nacional de Controle de Medicamentos.

6. Economia voltou a crescer 2,8% nesse último trimestre.

7. Introduziu a prática de custo-beneficio, única forma de avaliar novos programas sociais. Novos programas sociais só poderão ser implantados se seu custo benefício for maior do que os planos governos passados com menor efetividade.

8. Implantou auditoria no Bolsa Familia, jamais feito antes e detectou mais de 1,1 milhão de fraudes. Renda do beneficiado não era verificado por Nelson Barbosa, "a gente tem que confiar nas pessoas" dita para um amigo meu.

9. Corta 5.000 cargos de comissionados a membros do PT. Todo petista filiado era obrigado a doar 10% de seu salário público ao PT, o que era motivo de escolha preferencial.( Art. 184 do Estatuto do PT. "Filiados e filiadas ocupantes de cargos comissionados, deverão efetuar uma contribuição mensal ao Partido, correspondente a um percentual do total").

10. Reduziu o risco Brasil de 400 para 325, em 20%.

11. Reduziu a inflação de 0,44 para 0,18 ao mês em Novembro.

12. O Real se valorizou 17%.

13. Voltou a prestigiar o Terceiro Setor, designando Marcela Temer como porta voz, enquanto a Dona Marisa Letícia não levantou um dedinho em 8 anos para apoiar o 3 Setor.

14. Valor de nossas empresas valorizou 39%, contra queda de 50% na gestão Dilma.

15. Salvou a Petrobras desobrigando a de vultosos aportes ao Pré-Sal, que ela jamais conseguiria fazer, postergando o projeto.

16. Criou condições de Desestatização de tudo que não é estratégico e que o setor privado é capaz de fazer melhor. Lei 13.303

17. Demitiu centenas cargos de confiança do PT, por profissionais leais ao povo brasileiros e não ao PT.

18. Colocou em discussão a Previdência no intuito de por fim a exploração escravocrata da população jovem onde os mais velhos e espertos se aposentavam as custas da contribuição das futuras gerações.

19. Fez auditoria no Auxilio Doença e detecta 8.884 auxílios fraudulentos.

20. Tentou cortar a prática do PT de antecipar o 13 salário a aposentados em Agosto, passando para Dezembro como todo mundo. Câmara vetou.

21. Proíbe a Dilma o uso de Avião Presidencial durante seu afastamento. Farra com dinheiro dos outros.

22. Amplia o ensino médio para tempo integral, como no resto mundo.

23. Cria a possibilidade de matérias optativas.

24. Cria a categoria de Ensino Médio técnico e Profissional para aqueles que não querem um Diploma Universitário inútil.

25. Revoga a Lei Rouanet que doou 9 bilhões de reais aos artistas, especialmente os que cantavam "de graça" nos comícios do Psdb e Pt .Durou 20 anos essa mamata.

26. Corta os 11 milhões por ano a 15 blogs que só defendiam descaradamente o PT e usados para atacar a democracia.

27. Corta pela metade verbas para Reforma Agrária, fonte de sustentação indireta do MST. Agricultura emprega somente 1% da população, o MST deveria lutar por Mais Serviços, que emprega 70% da população.

28. Corta a ampliação de 230 aeroportos, que beneficiariam somente os ricos e as empreiteiras, para 50.

29. Cria o Ministério de Fiscalização e Controle.

30. Obrigou o varejo a diferenciarem seus preços em "preço a vista" e "preço a prazo". Esse é o primeiro passo para finalmente nossos economistas calcularem corretamente a inflação, batalha minha de mais de 40 anos. Por 40 anos nossos Institutos calculavam a inflação usando os preços a prazo 10 x no cartão, e não os preços a vista. Vide A Absurda Superestimação da Inflação.

31. Estancou o brutal crescimento da Divida do Estado pela equipe de gênios da Dilma de 50% para 70% do PIB.

32. Estancou o irresponsável aumento dos juros da Dilma, de 11% na sua posse até 14,15 na sua demissão democrática e começou o descenso, hoje 13,90%.

33. Com a economia feita detectando 1 milhão de Bolsa Família fraudulentas aumentou em 12% o valor do Bolsa Família.

34. Renegocia dívidas do Estado que o governo Dilma quebrou.

35. Exigiu Austeridade nos Gastos do Governo.

36. Reduziu finalmente o número de Ministérios e Ministros.

37. Voltou a financiar o FIES em R$ 1,6 bilhões, suspenso por Nelson Barbosa.

38. Eliminou as despesas de 2% de comissão bancárias do FIES, doravante a serem pagas pelas Escolas. Economia de 400 milhões.

39. Reduziu dos juros para financiamento imobiliário.

40. Reduziu as alíquotas de importação de 275 tipos de máquinas e equipamentos. A sanha arrecadadora do PT que taxava até tecnologia moderna, que são essas máquinas de última geração.

41. Fim dos subsídios do Preço dos Combustíveis, maneira do PT manipular a inflação.

42. Nomeação de um gestor competente na Petrobras, Pedro (Turn Around) e não um Professor de Economia.

43. Nomeou um gestor competente Henrique Meirelles para a Fazenda em vez de um Professor de Economia.

44. Nomeou uma gestora competente o BNDES, Maria Silva em vez de um Professor de Economia.

45. Expulsou Venezuela do Mercosul, que vetava tudo que não fosse de interesse do PT.

46. Aumentou de 60 para 120 dias o pagamento de tributos de empresas com problemas de caixa.

47. Reduziu impostos para 270.000 empresas no Super Simples.

48. Extinção do Fundo Soberano criado por Guido Mantega, que ao contrário o de Angola não tinha Auditoria Externa. O Tribunal e Contas criticou duramente "Ausência de uniformidade dos cálculos realizados pelos servidores do FSB ao longo do tempo, bem como ausência de monitoramento e conferência dos cálculos pela hierarquia superior" isto é Mantega.

49. Redução em R$ 100 bilhões da carteira do BNDES, aumentando pelo PT para favorecer 20 famílias brasileiras com juros subsidiadas.

50. Dobrou o número de seguranças para 44.000 na Olimpíada, e liberou mais R$ 78 milhões para segurança. Lembre se o temor de terrorismo que havia enquanto Dilma era presidente.

51. Sanciona Lei que simplifica o trâmite dos processos judiciais.

52. Sanciona Lei que amplia o poder de investigações das CPIs.

53. Sanciona Lei que renegocia dívida de produtor atingido pela seca.

54. Sanciona Lei que reduz impostos de médicos a partir de 2018

Peço desculpas pelas críticas que fiz o BC por não se preocupar com o crédito para o capital de giro e ao Ministro de Relações Exteriores por chamar Trump um idiota.

Como depois me apontaram foram os dois únicos economistas da sua equipe, recado dado.

Parabéns, não deve ter sido fácil, dependeu certamente da habilidade política que V.Exma possui.

Parabéns pela sua produtividade, uma medida importante a cada três dias.

Somos todos gratos, menos os malandros prejudicados.

Parabéns!



Stephen Kanitz é economista, graduado em Harvard.

Fechamos 2016 participando de uma conversa na rádio Cidade.

Fechamos 2016 participando de uma conversa na rádio Cidade com o jornalista Cícero Henrique, o economista Mariland Righi e o gestor de Governo e Finanças da Prefeitura de Jundiaí, José Antônio Parimoschi. Na pauta, a situação fiscal da Prefeitura e o novo governo do prefeito Luiz Fernando Machado, que tomou posse neste dia 1º.




Números negativos do setor imobiliário são “reflexo natural” de crise deixada pelo PT, diz Miguel Haddad

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Apesar de o quadro de recessão econômica ter sido amenizado com as medidas tomadas pelo governo do presidente Michel Temer, a crise continua afetando diretamente os rendimentos dos brasileiros nos mais diversos setores. Entre eles está o mercado de aluguéis de imóveis residenciais, cujos valores médios completaram 18 meses consecutivos de queda em outubro, segundo levantamento realizado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) em parceria com o portal Zap.

Como revela matéria publicada pelo G1 nesta quinta-feira (17), em outubro, o recuo no valor médio cobrado pelo metro quadrado alugado no país foi de 0,17% na comparação com setembro. No acumulado de 2016 até o décimo mês do ano, a queda é ainda maior, de 3,8%. Ao considerar a inflação total do período, de 7,87%, este número aumenta para 10,82%. Segundo o estudo, o preço médio do aluguel, por metro quadrado, nas 11 cidades avaliadas foi de R$ 30,03.

Na avaliação do deputado federal Miguel Haddad (PSDB-SP), os números negativos apresentados pelo mercado de aluguel de imóveis no país é apenas um dos vários reflexos da crise vivida de maneira geral pelo país por conta dos erros cometidos pelos governos petistas de Dilma Rousseff e Luiz Inácio Lula da Silva na condução da política econômica.

“A crise no mercado imobiliário é reflexo da crise econômica nacional. A queda dos aluguéis se deve, principalmente, a um grande número de imóveis desocupados, que vinham sendo ocupados até um ano atrás, aproximadamente, dois anos, e agora estão vazios. Isso se deve à queda da economia como um todo”, afirmou o tucano, ressaltando ainda os esforços da gestão Temer para equilibrar as contas do país e recuperar a estabilidade econômica.

“Nós sentimos a grande dificuldade de estancar isso – os problemas relacionados a economia, a queda que vinha acontecendo – e tentar iniciar um processo de recuperação, que é o que o governo Michel Temer vem fazendo”, ponderou o parlamentar. “A queda dos alugueis é o reflexo natural do quadro nacional, que se deve a uma gestão irresponsável, inconsequente, nesses últimos 13 anos de PT”, completou Haddad.

Queda nas vendas

Além do quadro desfavorável do mercado de aluguéis, a venda de imóveis no Brasil também vem sendo afetada diretamente pela crise econômica. De acordo com estudo feito pela Fipe em parceria com a Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc), cujos dados foram publicados em matéria do G1, o número de imóveis vendidos em setembro deste ano foi 5% ao registrado no mesmo mês de 2015.

No acumulado dos últimos 12 meses, a queda no número de vendas foi ainda maior, de 12,7%, no confronto com igual período do ano anterior. Já no somatório do ano até setembro, foram vendidos 76.414 imóveis no país, número 10,6% inferior visto nos nove primeiros meses de 2015.

Fonte: PSDB

13 legados da irresponsabilidade petista que quebraram o Brasil

1 - 13-legados-PT-site

1 - Ao sair do governo no final de 2015, o PT deixou $54,3 bilhões de despesas do PAC realizadas e não pagas;
2 - Deixou $2,6 bilhões de tarifas bancárias em atraso, junto à Caixa Econômica Federal;
3 - $6 bilhões em contribuições a organismos internacionais dos quais o Brasil não faz parte;
4 - Não repassou aos estados e municípios $3,5 bilhões da saúde;
5 - Transferiu $1 bilhão para o seguro-defeso a quem nunca foi pescador;
6 - Repassou $4 bilhões para programas sociais para quem deles não precisava;
7 - Superlotou as empresas públicas com cargos comissionados, com prejuízo, para pagamento dos companheiros, de $5 bilhões;
8 - Acumulou um rombo de $113 bilhões com os fundos de pensão dos Correios, da Petrobrás e da Caixa Econômica Federal;
9 - Causou um prejuízo de $57 bilhões à Petrobrás entre 2014 e 2015;
10 - Causou um rombo de $55 bilhões à Eletrobrás em 2013, 2014 e 2015;
11 - Deixou uma enorme quantidade de obras inacabadas e com o orçamento estourado, tais como:

 

1 - Transposição do Rio São Francisco, de $5 bilhões para; $9,5 bilhões;
2 - Refinaria Abreu e Lima de $2,4 bilhões para $18 bilhões;
3 - Pavimentação da BR-163 de 1,5 bilhão para $4,4 bilhões;
4 - Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (COMPERJ) parada há dois anos, de $8,5 bilhões para um total ainda não calculado;
5 - Ferrovia Transnordestina de $6,1 bilhões a mais de $5 bilhões (total estimado).


12 - Emprestou $8,3 bilhões do BNDES, a juros subsidiados, para Cuba, Venezuela e Angola;
13 - Endividou o Tesouro Nacional em $323 bilhões, repassados pelo BNDES, a juros subsidiados, às grandes construtoras envolvidas na Lava Jato, sendo que parte desse dinheiro voltava para financiar as campanhas dos candidatos petistas. Hoje, esse valor atualizado chega a mais de meio trilhão de reais.

E, mesmo assim, eles boicotam as medidas para enfrentar essa situação. Como você se sente com isso? Deixe clara a sua opinião nas redes sociais. Denuncie o boicote do PT às medidas para enfrentar a crise que eles criaram.

Entrevista Miguel Haddad para Rádio Cidade

Em entrevista à Rádio Cidade nesta sexta-feira (4) conversei com os jornalistas Junior Barranqueiros e Rafael Santos, no programa Bom dia Cidade, sobre o resultado das eleições municipais, as mudanças que estão aprovadas e em aprovação no Congresso, como as 10 medidas contra a corrupção, e o convite do governo norte-americano para participar do seminário GEO-7 sobre processos eleitorais, nos Estados Unidos.

Entrevista em duas partes:






A convite do governo americano, Miguel Haddad participa de seminário em Washington

No próximo domingo (6), o Deputado Federal Miguel Haddad (PSDB/SP) participará em Washington, do evento “US Election Program”, uma iniciativa da International Foundation for Electoral Systems - IFES, uma fundação norte-americana sem fins lucrativos dedicada ao estudo e à promoção de processos eleitorais democráticos em todo o mundo, operando atualmente em 135 países.

O fórum inclui a “GEO-7 Conference”, um seminário de debates que, entre outros temas, abordará questões como o uso de dados e tecnologias para ampliar a transparência e a melhor definição de responsabilidades no processo eleitoral.

Segundo Miguel Haddad, “Como membro de uma das comissões que estão analisando na Câmara Federal itens da Reforma Política, recebi do governo dos Estados Unidos o convite para participar desse evento, que certamente poderá ser útil para a nossa discussão sobre a reforma política nacional, na medida em que nos permitirá conhecer experiências nessa área postas em prática por diversos países”.

O evento será precedido de uma reunião com o representante do Departamento de Estado Americano, Michael Fitzpatrick, e incluirá ainda visitas aos locais de votação no dia das eleições presidenciais norte-americanas, disputadas pela senadora Hillary Clinton e o empresário Donald Trump.

Para Miguel Haddad a Reforma Política em andamento no Congresso é parte das mudanças que vêm sendo promovidas, desde o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff. “As mudanças – afirma – são uma exigência da população brasileira. Tiveram início com o afastamento da ex-presidente Dilma, a cassação de Eduardo Cunha, a recente aprovação da PEC 241 e deverão continuar, com a aprovação das 10 Medidas Contra a Corrupção - que estão sendo analisadas por uma comissão da Câmara Federal e serão em breve encaminhadas para votação - o fim do fórum privilegiado, a inclusão dos parlamentares nas medidas a serem propostas pela reforma da previdência, entre outras mudanças significativas que permitirão ao Brasil enfrentar a crise, a maior da nossa história, e voltar ao caminho do desenvolvimento em um país melhor”.

Para mais informações sobre o evento. Acesse aqui

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