Sesc: mais arte e cultura

A razão que nos levou, anos atrás, a projetar a criação de um complexo de parques e outros equipamentos para o município, hoje concluído com o Parque da Cidade e o Jardim Botânico, interligados por uma ciclovia e integrados ao Sesc, que acaba de ser inaugurado, foi a demanda da população por mais áreas de lazer. É claro, cada um cumpria ainda uma função específica, como, no caso do Parque da Cidade, a preservação do entorno da represa, mas o conjunto visava proporcionar mais lazer ao jundiaiense. Todavia esses locais - o que pude ver com mais clareza a partir da pesquisa que fiz para o meu livro “Coisa de paulista” - onde se encenam peças de teatro, lê-se poesia, faz-se shows musicais, exposições e debates, onde a vida cultural fervilha, que pareciam, de certa maneira, desconectados de questões centrais como o desenvolvimento econômico e a produção de riqueza, adquirem uma importância cada dia maior. Antigamente arte e lazer eram vistos de forma pouco diferenciada. Em seus primórdios, o sistema capitalista estava interessado em mão de obra barata, semialfabetizada, que pudesse trabalhar como robôs nas linhas de produção e não como criadores. Com o passar do tempo essa realidade foi se modificando e cada vez mais ficava evidente que o capital prosperava melhor em países onde havia mais liberdade democrática, a educação era de qualidade e a arte e a ciência produziam comportamentos, criações e avanços, que se complementavam. Com o surgimento da nova Economia do Conhecimento, como analiso em meu livro, veio a grande mudança, na qual o retorno do capital está associado ao aumento da escolaridade, ao aperfeiçoamento da educação e à promoção do consumo e à produção de cultura e arte. Ou seja: para continuarmos a avançar, precisamos fazer da nossa região um polo de criação, de inovação, em que os artistas, pesquisadores e criadores de uma maneira geral tenham papel relevante. Equipamentos como o Sesc Jundiaí, juntamente com a sala Glória Rocha, o Polytheama e tantos outros, tornam-se parte desse esforço que tem por objetivo ampliar, continuamente, a nossa participação no circuito cultural e artístico, estimulando os criadores e a interação da população com suas obras. É aí que está o novo. O caminho para a Jundiaí do futuro passa pelo nosso comprometimento, cada vez maior, com a produção cultural e artística em nossa cidade.


Fonte: http://migre.me/pDFHj

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