Um caminho para o Brasil

Em janeiro do ano passado, logo após deixarmos a Prefeitura de Jundiaí, a revista Veja publicou um artigo do colunista Stephen Kanitz intitulado a era do Administrador, no qual defende a importância e a urgência da implantação de um modelo de gestão pública eficiente no encaminhamento das soluções para o Brasil. O artigo foi importante naquele momento - e continua a sê-lo agora - uma vez que aprofunda a ideia central que havia guiado nossa atuação à frente do executivo da gestão pública como forma de atender às demandas da sociedade.

Conseguimos, na Prefeitura, implantar uma série de medidas e parcerias que nos permitiram fazer mais com menos. Entre tantos outros, são exemplos dessas medidas e parcerias a implantação do sistema de compras pela Internet Compra Aberta - fomos a primeira cidade do Estado a fazê-lo - que diminuiu o custo médio das compras feitas pela Prefeitura, permitindo de imediato uma economia em cerca de 22%, além de dar absoluta transparência às negociações; e a construção do Jardim Botânico, construído com a participação da iniciativa privada e de entidades da sociedade.

Essa determinação no sentido de dqar prioridade à eficiência da gestão, em Jundiaí - num momento em que várias lideranças afirmavam que a solução dos nossos problemas dependia apenas de "vontade política" - foi, por outro lado, muito facilitada pelo fato de estarmos então dando continuidade a um planejamento básico de melhoria da infra-estrutura e qualidade de vida que tivera inicio no governo anterior.

No ano passado, quando assumimos a Fundação para o Desenvolvimento da Educação (FDE), órgão executor da Secretaria Estadual da Educação, estava consolidada, em nossa proposta de trabalho, a ideia de que esse seria o caminho para melhor atender às demandas da rede pública estadual de ensino. Embora apenas alguns meses tenham se passado desde o início da gestão, podemos afirmar com segurança que esse modelo, na FDE, já se encontra implantado e em funcionamento. Um dos resultados que podemos contabilizar como produto da prioridade dada pelo administrador público à gestão eficiente é a nova escola paulista, que veio substituir a escola construída pelo método convencional.

Desde o início de 2006 todas as escolas construídas pela FDE são pré-fabricadas. Os benefícios são inúmeros, indo desde a diminuição dos prazos de contratação e construção até a diminuição dos gastos com retrabalho e custeio. Com a velocidade e a qualidade obtida com esse novo equipamento, poderemos atender com presteza a demanda da rede pública escolar.

Além disso, ainda no final do ano passado, iniciamos a implantação de um programa de qualidade denominado TEC-Escola, que irá permitir melhorar ainda mais a velocidade de contratação e construção e a incorporação continuada de tecnologia de ponta no processo de edificação dos prédios escolares.

No Governo do Estado de São Paulo os exemplos a favor da proposta do colunista Stephen Kanitz são numerosos e tiveram inicio com o Governo Mário covas, que encontrou um estado falido, eivado de escândalos de corrupção e deu início, com a coragem que o caracterizava, ao enxugamento da máquina administrativa estadual. O seu modelo, seguido pelo Governador Geraldo Alckmin, permitiu a são Paulo praticamente 12 anos de administrações comprometidas com o interesse público, trabalho reconhecido pela população que tem eleito sucessores comprometidos com essa ideia, continuadamente, ao longo desse período.

Jundiaí também pode se orgulhar de ter seguido o mesmo caminho. E mostra com o seu exemplo, que esse é um caminho possível para resolvermos os nossos problemas e os problemas da população brasileira.

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