O sustento da família

O mundo melhor, com o qual todos sonhamos, começa a ser construído dentro de casa. Somos, em grande parte, produto da educação que recebemos de nossas famílias, assim como o mundo de amanhã vai depender da educação que os pais e mães de hoje estão dando aos seus filhos.

Criar uma família não é tarefa fácil. Depende de muito amor, dedicação e visão de futuro, além, é claro, de uma condição que permita prover as necessidades cotidianas, pelo menos naquilo que é essencial e nos possibilite ver, mais à frente, a chance de melhorar de vida, seja com o próprio trabalho ou com o aumento da renda familiar.

Na grande maioria, essa sustentação econômica é garantida pelo emprego. Ê por essa razão que, quando vemos os frios indicadores estatísticos mostrando o número de vagas para os trabalhadores, criadas, ano a ano, temos de perceber em cada uma delas a condição essencial para que um pai ou uma mãe possa cuidar dos seus filhos e de sua família.

Naturalmente o aumento do emprego não pode se dar pela ampliação do Estado. Quem tem a capacidade de gerar emprego é a própria sociedade, através de seu dinamismo e capacidade de empreender. O poder público, no entanto, tem uma grande responsabilidade nessa tarefa. É sua obrigação criar condições para que as iniciativas da sociedade tenham mais chances de ser bem-sucedidas. Isso significa gerar um ambiente favorável, em termos de infra-estrutura e confiança nos destinos da comunidade, assegurando eficiência administrativa, planejamento a longo prazo e compromisso com o interesse público.

A oferta de emprego, nacionalmente, embora se beneficie do aumento da demanda global, é prejudicada pela carga excessiva de impostos, próxima dos 40% do PIB. Algumas cidades e regiões, todavia, têm conseguido obter taxas mais elevadas. Segundo levantamento realizado pelo economista Mariland Righi, acerca da evolução da taxa de emprego em Jundiaí, fica clara a importância da ação local.

Em Jundiaí, nos últimos oito anos a taxa de emprego aumentou em mais de 28%, ou seja, nesse período foram criados quase um terço de todos os empregos existentes hoje no município. além disso, o perfil do emprego também mudou. De 98 para cá, a oferta na indústria se manteve praticamente a mesma. No setor de serviços, no entanto, aumentou em mais de 50%.

Essa ampliação do emprego no setor de serviços mostra que a cidade se modernizou, acompanhando a evolução dos países desenvolvidos e assegurando assim a continuidade do desenvolvimento, na medida em que esse setor é a base da economia das democracias mais avançadas. Não se pode dizer, todavia, que estamos com os nossos problemas resolvidos. Jundiaí é uma cidade brasileira que enfrenta as mesmas dificuldades das demais, sendo afetada, localmente, pelas ações ou falta delas, dos governos contrais. O que podemos dizer é que estamos no rumo certo e o que temos de fazer é seguir esse caminho, uma vez que as projeções indicam que a oferta de emprego, em Jundiaí, continuará crescendo, a um ritmo, cada vez mais veloz. Nos próximos dois anos e meio, como mostram os números do Prof. Mariland Righi, teremos aumentado em mais de 40% a oferta de emprego em nossa cidade, em relação a 1998.
Vendo assim, são índices de fato encorajadores. e, se percebemos que atrás de cada emprego está um pai ou mãe de família ou então um filho que se inicia na vida adulta, podemos entender melhor a importância desses números. Já em 2010 teremos dezenas e dezenas de milhares - 111 mil, para sermos mais exatos - de famílias em condições de encarar a vida com mais otimismo e confiança.

Por que isso aconteceu em Jundiaí? O responsável primeiro por essa conquista é o jundiaiense, que nasceu ou mora em nossa cidade. Ê a consciência e a participação de todos na construção do seu futuro, agindo localmente, que faz a diferença e dá a uma comunidade a certeza do seu desenvolvimento, de maneira sustentável. Eis aí, de fato, a garantia maior de um futuro melhor.

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