O meu voto pelo processo de impeachment

Jamais a Nação viveu os tormentos que vive no presente. E o que é pior: a cada dia a situação se agrava. A cada hora, quase 300 brasileiros perdem o seu emprego. E não há canto neste País em que se possa vislumbrar no rosto das pessoas um sinal de esperança.

O que estava sendo decidido na histórica sessão de domingo era o futuro de um país destroçado por uma presidente da República que, com a sua arrogância, governou de costas para o povo - que esperava da sua liderança uma vida melhor, mas que recebeu em troca o engodo, a mistificação e a mentira sistemática -, cuja fidelidade não é à Nação e à população brasileira, mas à sua ideologia (“Eu e o Lula estamos construindo um projeto”, ela dizia).

Uma presidente alheia às consequências da sua insensatez, hoje visíveis no desemprego, na paralisia nacional, na situação desesperadora do sistema público de saúde, no sucateamento do parque industrial (uma conquista de gerações), no aparelhamento das nossas instituições e no assalto planejado, organizado e sistemático aos recursos públicos, que quebrou a Petrobrás, os fundos de pensão e o Tesouro Nacional. Não podemos mais assistir ao desmonte da Nação sem nada fazer. Nosso País precisa encontrar um rumo.

Diante desse quadro assustador, há uma certeza: Dilma Rousseff não reúne as condições para realizar essa tarefa. Durante a sua campanha, os sinais da ruína do Estado brasileiro eram tais que a realidade não podia ser apresentada, sob pena de fazê-la perder a eleição. Acuada, Dilma deu o passo final rumo à sua decadência pessoal, prestando-se à farsa eleitoral - quem não se lembra de ouvi-la dizer que em 2015 o Brasil iria bombar? - sabendo, mais do que qualquer um de nós, que o País estava quebrado, que depois da sua eleição o que nos esperava era o desemprego, as empresas fechando as suas portas, a falta de verba para a saúde pública, o mar de lama, toda essa tragédia que a população vive hoje e continuará, por sua causa, a viver por anos, no futuro.

Por isso, em meu discurso como líder da Oposição, domingo, durante a votação do pedido de impeachment, indaguei a todos, como faço agora: alguém acredita que o Brasil pode aguentar mais três anos de Dilma Rousseff no poder? Que Dilma Rousseff tem condições pessoais e políticas de dar um novo rumo à Nação e trazer esperança ao povo brasileiro? Que o cristal da confiança quebrado por Dilma pode ser recomposto e ela volte a ter o respeito dos homens e mulheres deste País?
Sua saída será o primeiro passo para a construção de um novo Brasil, cujo marco é o protagonismo da população brasileira, que se manifesta nas ruas, deixando claro que é o povo que manda neste país.

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