O maior programa de inclusão digital do Brasil

A Internet teve início na década de 80, com a popularização dos computadores pessoais. Antes somente as grandes organizações possuíam processadores, imensos e - pelos padrões de hoje - lentíssimos, chamados de "cérebros eletrônicos".

A interconexão entre essas máquinas, em razão do seu reduzido número, era limitada e ninguém, nessa época, imaginava que daí surgiria a WWW, World Wide Web, a Rede Mundial, suporte da Internet. Para se ter uma idéia, em 1975, existiam apenas 100 sites. Hoje, segundo a Wikipedia - enciclopédia virtual aberta, feita a partir da colaboração voluntária dos internautas - cerca de 400 milhões de computadores estão permanentemente interconectados e esse número não pára de crescer.

Isso significa que quase meio bilhão de seres humanos estão, neste exato momento, trocando informações, buscando dados e combinando maneiras de fazer coisas. A imagem que nos vem à cabeça é a de uma gigantesca praça mundial, onde os habitantes do Planeta se encontram, no presente, como se encontravam antigamente, nas praças das vilas medievais, com os mesmos propósitos. Não é por outra razão que a Internet já foi chamada de "Ágora virtual", em uma referência à praça onde os atenienses se reuniam, cujo nome era Ágora, e tomavam as decisões, coletivamente, na aurora do ideal democrático.

Com a sua vertiginosa disseminação, blogs, sites de busca e sites de relacionamento, constituem-se, hoje em dia, em uma mídia própria, cujo significado e poder de influência talvez não possam ainda ser estabelecidos de maneira precisa. O site www.technorati.com, criado em 2002 por David Sifry e que funciona como um buscador de blogs, contabilizou em 2006 a existência de mais de 50 milhões de páginas desse tipo e, ainda, o cadastramento diário de mais de 70.000 novas páginas.

O surgimento dessa rede de comunicações é uma das invenções do espírito humano mais revolucionárias. Centenas de novos conceitos que até poucos anos sequer fariam sentido, como ciberespaço, e-mail e blogosfera, entre tantos outros, hoje fazem parte essencial do linguajar moderno. Sem o computador e a Internet, o nosso mundo pararia.

A chamada inclusão digital, ou seja, a inclusão de pessoas no mundo do computador, é considerada, atualmente, condição sine qua non para o desenvolvimento. Administrações públicas em todos os níveis e de todos os partidos têm programas que buscam ampliar o acesso à Internet e promovem, para isso , cursos gratuitos, que ensinam a mexer com computador.

O Governo do Estado tem o Acessa São Paulo e, na nossa região Jundiaí teve a feliz idéia de sediar no SITU o seu programa, o Acessa Jundiaí, o que facilita a vida das pessoas, que podem utilizar esse serviço a caminho do trabalho ou da escola, assim como Várzea Paulista, que oferece o mesmo serviço no Espaço Cidadania, através do programa Espaço Digital. Em Itupeva, a prefeitura tem um programa que oferece 130 vagas por ano em um curso desenvolvido em parceria com uma empresa de computação, para os moradores da cidade.

Deixando claro o dinamismo dos municípios da microrregião jundiaiense, aqui está sendo realizado, em Campo Limpo Paulista, considerando o percentual da população assistida, o maior programa de inclusão digital do Brasil. Nessa cidade a Prefeitura criou, em parceria com a Microsoft, três centros municipais de informática, que atendem, de graça, 4500 alunos, simultaneamente.

Buscando parcerias, investindo na formação, as nossas administrações municipais procuram inserir as suas populações no mundo virtual, cujo significado talvez não possa ainda ser estabelecido de maneira precisa, mas que será, com certeza, o fundamento da sociedade do futuro.

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