O futuro da nossa cidade (1)

Nos últimos anos, Jundiaí tem investido de forma prioritária, ininterruptamente e coerente, na melhoria da infra-estrutura e da qualidade de vida. Como resultado, nesse período o desemprego diminuiu constantemente, a renda família aumentou, um numero recorde de empresas – crescente a cada ano – veio para cá e muitas das que já estavam aqui ampliaram seguidamente suas instalações.

Levantamentos feitos por instituições nacionais e internacionais comprovam a trajetória de sucesso da nossa cidade: na pesquisa da ONU, Jundiaí foi a cidade que mais evoluiu, em termos de desenvolvimento humano, entre as cidades paulistas médias e grandes, nas duas ultimas décadas. Um levantamento recém-divulgado pelo IBGE mostra que entre as oito cidades paulistas (excetuando-se a Capital) com maior Produto Interno Bruto, somos a primeira em renda per capita. Segundo a Fundação SEADE, Jundiaí é a segunda cidade do Estado com o menor numero de pessoas vivendo em situação de miséria. Qualquer município teria orgulho dessas conquistas e o jundiaiense tem, sem dúvida, todo o direito de orgulhar-se delas. Todavia, para continuarmos avançando no futuro como avançamos no passado, é preciso entender que o mundo, neste século que se inicia,exige novas ideias e propostas. E que, para fazer frente aos desafios contemporâneos, é preciso mudar a nossa perspectiva, de maneira a direcionar nossos esforços e investimentos em busca de um modelo de desenvolvimento de caráter sustentável.

Isso tem vários significados. Em primeiro lugar, temos de pensar globalmente e entender que, para atingir nossos objetivos, teremos de ser mundialmente competitivos. Além disso, é preciso compreender que os recursos naturais são finitos e fazer o que nos cabe com relação à questão ambiental, tornando-nos parte da solução e não do problema.
Essencialmente, precisamos fazer o que for necessário para usufruir cultural, social e economicamente dessa nova era que, muito apropriadamente vem sendo chamada de “Era do Conhecimento”. Para isso, temos de dar prioridade à produção de bens de natureza intelectual, principalmente àqueles ligados à nossa vocação econômica, nos campos da logística, da prestação de serviços, da agricultura e da produção industrial.

Para dar esse salto, é necessário criar condições objetivas para o estabelecimento de uma ampla parceria que envolva o Poder Público, os trabalhadores, os empresários, os sindicatos, os artistas, os pensadores, os pesquisadores científicos, as mulheres, os militantes ecológicos, as Ongs (Organizações Não-Governamentais), as Oscips (Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público), em suma, toda a comunidade, dando um caráter protagonista à dinâmica social, estimulando a capacidade empreendedora da sociedade em todos os seus níveis, inclusive dos setores que atualmente vivem na informalidade.

O primeiro passo nessa direção é o aprofundamento das relações democráticas entre o Estado e a população, eliminando, como diz o sociólogo Augusto Franco, “os obstáculos ao exercício de uma política democrática que liberte, ao invés de aprisionar, as energias criativas e empreendedoras da sociedade”. O caminho para isso passa pela ampliação da ação local, de modo a envolver as pessoas na tomada de decisões e, com isso, criar uma cultura participativa, que nos torne mais responsáveis pelo futuro da nossa cidade.

Muitas vezes Jundiaí tem estado na vanguarda, principalmente em termos de infra-estrutura e qualidade de vida. Existe uma outra vanguarda, agora, que precisamos assumir como cidadãos e entender que o nosso sucesso, como cidade, está diretamente relacionado à nossa participação consciente e responsável. E que a construção do nosso futuro não é tarefa de um homem, ou de um grupo de homens ou mesmo de um partido, mas de todos nós.
Jundiaí tem, para isso, o que é essencial. É conhecido o engajamento do jundiaiense na defesa dos interesses da cidade. Gostamos de viver aqui, de aqui construir a nossa vida e criar nossos filhos. E é essa energia necessária para tornar a nossa cidade cada vez melhor.

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