Novas ideias para jundiaí

Semana passada eu conversava com alguns estudantes, rapazes e moças, que tinham algum conhecimento, via Internet, da vida nas sociedades do chamado Primeiro Mundo. Muitos deles sonhavam em estudar no exterior, embora isso fosse um sonho distante. Em um determinado momento, um deles me perguntou: "Será que um dia a gente vai conseguir ter essas mesmas oportunidades? Será que algum dia os brasileiros vão, também, ter esse nível de desenvolvimento e qualidade de vida?". E um outro acrescentou:"Jundiaí tem condições de virar uma cidade com um padrão de vida próximo do Primeiro Mundo? O que é preciso para isso?"

Minha resposta foi que isso dependia de nós. E que este era um momento oportuno para essa discussão, pois nas próximas semanas a maioria dos partidos estará escolhendo os seus candidatos a prefeito, escolha esta que precisa ser encarada como uma tarefa de grande responsabilidade, pois é a partir daí que começam a se definir os caminhos que iremos seguir para fazer a nossa cidade avançar.

De fato, todos nós jundiaienses que participamos desse processo de decisão temos o dever de pensar além da simples questão partidária: o que está em pauta não é o exercício do poder pelo poder, mas o futuro de nossa cidade. E esse futuro, dependendo das opções que fizermos, pode ser um futuro cada vez melhor, no qual cada um tenha condições amplas de viver de modo digno e produtivo.

Vivemos um momento, na economia nacional, que oferece muitas oportunidades para uma cidade de sucesso como Jundiaí. Precisamos aproveitar esse momento para dar um salto de desenvolvimento, de forma a colocar a nossa cidade em um patamar alcançado por poucas cidades brasileiras.

É essencial que nos tornemos competitivos em escala mundial, buscando, continuadamente, sermos o melhor naquilo que fazemos. E isso somente se consegue, como mostram as comunidades mais avançadas, se formos capazes de produzir também idéias e conhecimentos, principalmente aqueles ligados às nossas vocações econômicas: logística, prestação de serviços, agricultura e produção industrial.

Para isso, a exemplo do que fizeram as demais cidades do mundo todo que deram esse salto, precisamos investir prioritariamente em educação, inclusão digital, relacionamento social responsável e participativo, incentivando o hábito da leitura e o ensino da ciência e da matemática, criando canais de comunicação cada vez mais diretos entre os empreendedores e as escolas, as universidades e outras instituições de ensino.

Um projeto dessa monta tem de ser um projeto de toda a sociedade. Para integrar os diversos segmentos sociais, sejam trabalhadores, empresários, pesquisadores, artistas, intelectuais, estudantes, donas de casa, chefes de família, lideranças religiosas, jovens, organizações da sociedade civil, o papel do poder público é essencial, no sentido de criar um ambiente favorável à realização dessas parcerias.

Ao mesmos tempo em que se preocupa com a realização de programas, obras e serviços necessários para a melhoria da qualidade de vida da população, o administrador público, em todos os seus níveis, precisa entender claramente as novas demandas da sociedade e buscar novas idéias para o nosso desenvolvimento, que permitam ampliar a participação de todos nas tomadas de decisão, de tal maneira que cada um se sinta, cada vez mais, responsável por sua comunidade, por seu bairro, sua região e sua cidade.

O que importa, para todos nós que vivemos aqui, com as nossas famílias, é assegurar que o futuro de Jundiaí seja um futuro de grande desenvolvimento e de oportunidades cada vez melhores para todos.

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