Afinal, Deus é mesmo brasileiro?

Durante décadas a expressão "Deus é brasileiro" foi utilizada em nosso País, quando algo de bom acontecia, inesperadamente, em benefício da população. Depois, foi caindo em desuso, talvez vítima da tomada de consciência acerca da nossa real posição no mundo.

Ultimamente, no entanto, algumas pessoas, como o industrial Antônio Ermínio de Moraes e o Deputado Federal José Aníbal têm retomado o seu uso. As razões desse otimismo estão concentradas, basicamente, na performance econômica nacional, que tem colecionado notícias alvissareiras, entre elas a possibilidade de acesso a um verdadeiro mar de petróleo que existe abaixo da camada de sal oceânica, situada a uma profundidade média de seis mil metros, as perspectivas do boom do etanol, em razão do aumento do preço do petróleo e da consciência ecológica e, é claro, a forte demanda de produtos agrícolas e até industriais de ponta, caso dos aviões da Embraer, por parte dos países emergentes. Se a China, que hoje consome 10% do que os Estados Unidos consomem, dobrar esse índice, como o seu atual crescimento parece indicar, o Brasil será um dos países que mais poderá lucrar com isso.

O caminho para esse crescimento foi aberto pela estabilidade da economia, a partir do Plano Real e pela forte demanda de produtos brasileiros, puxada pela China e outro países emergentes. O Governo Lula, apesar de criticar a herança recebida, é, na verdade, o grande beneficiário da lição de casa econômica feita pelo governo Fernando Henrique.

Tendo em vista o quadro atual, o Brasil, embora esteja crescendo em um ritmo forte, poderia, na verdade, crescer muito mais. Segundo Antonio Ermírio, poderíamos crescer a taxas de 7% ao ano. Para isso, ao invés de termos um governo que acha que choque de gestão é contratar mais "companheiros" e inchar a máquina estatal, enquanto a saúde, a educação e a infra-estrutura viária chegam ao fundo do poço, precisaríamos ter administradores públicos eficientes, capazes de tornar o Estado um parceiro e um fomentador desse desenvolvimento, diminuindo a pesadíssima carga tributária e assegurando, via eficiência de gestão, recursos para investimentos na área social e na infra-estrutura. A persistir o descaso com a qualidade da gestão corremos o risco de não aproveitar essas oportunidades. Seja como for, o fortalecimento da economia, no momento, está beneficiando, especialmente municípios que fizeram o dever de casa econômico, seguindo rigorosamente a Lei da Responsabilidade Fiscal e que investiram em infra-estrutura. Para essas cidades, o grande desafio, agora, é dar um salto de qualidade, tornando-se permanentemente comprometidas com a melhoria da eficiência administrativa e procurando planejar focadas em objetivos a médio e longo prazo, de maneira a tornarem-se mundialmente competitivas.

As cidades da região de Jundiaí têm os requisitos necessários para dar esse passo decisivo, na medida em que procurarem integrar as suas ações, de modo a ampliar as suas complementaridades, associando-se na promoção de vantagens mútuas, locais e regionais. Para isso será necessário promover o empreendedorismo e diminuir a burocracia, criando ambientes favoráveis aos negócios e, o que é mais importante, dar prioridade aos negócios e, o que é mais importante, dar prioridade aos investimentos em educação e formação de profissionais qualificados, fomentando o conhecimento de informática - e melhorando os níveis de habilidade em leitura, um dos gargalos para o desenvolvimento nacional, uma vez que nosso País ficou em último lugar em pesquisa destinada a apurar o nível de entendimento do conteúdo do texto, realizada em trinta países pela OCDE - Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico.

Ao nos empenharmos em tornar as administrações públicas municipais centros de excelência, utilizando métodos e procedimentos de ponta, iremos ao encontro das benesses criadas pela conjuntura internacional e agradecendo, de maneira competente, a ajuda que estamos recebendo do Criador.

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