A reforma política

Jornal de Jundiaí, março de 2015

Você é a favor do financiamento público de campanhas eleitorais? De jeito nenhum, em parte ou totalmente? E o voto facultativo? Você acha que já está na hora de acabar com o voto obrigatório? Por você, a reeleição pode continuar ou deve ser extinta? E a proliferação de partidos, que chegam a disputar, em quantidade, com o número de Ministérios da presidente Dilma Rousseff? Precisa dar um basta nisso?

Essas questões - e muitas mais -, todas de grande importância, serão votadas nas próximas semanas pelo Congresso, no bojo da reforma política.
Em praticamente nenhuma das medidas em discussão há unanimidade. Para votar a favor ou contra, esta ou aquela, é preciso ter um critério definido, que torne efetiva a mudança para melhor que o povo brasileiro exige.

Com esse objetivo, a bancada do PSDB fixou, em três pontos, as metas a serem alcançadas: (1) diminuição dos custos das campanhas eleitorais, fonte número um da corrupção nacional, (2) maior proximidade e transparência na relação entre o eleito e o eleitor e (3) maior identidade entre a população e os partidos políticos, de modo a tornar as organizações partidárias instituições vivas, que interajam de fato com a população.

Quando tomamos a reforma, ponto a ponto, é possível ver que esses objetivos podem ser alcançados por meio de escolhas certas na hora de votar.

A responsabilidade dos parlamentares é grande. Se conseguirmos efetivar as metas propostas, poderemos dar um passo importante para mudar o País.

Outros, muitos outros, precisam ser dados. Não se conseguirá passar o Brasil a limpo, deixando de vez para trás tantas mazelas, com uma única medida.

Mas a principal mudança já começou a ser conquistada: o respeito ao povo brasileiro, que não se deixa intimidar, nem se acomoda, e exige, nas ruas, em manifestações pacíficas, o que é seu por direito. 

É a força da mobilização popular que nos dá confiança no futuro. Juntos, poderemos fazer do Brasil um país melhor.
Em tempo: a partir desta semana, vamos dar início, em minha página no Facebook (facebook.com/miguelmhaddad), a uma consulta pública sobre os itens da reforma. Daremos uma explicação sucinta sobre que há a favor e contra sobre cada medida e a pessoa escolherá qual acha melhor. A todos os que participarem o meu muito obrigado. 
 
Miguel Haddad é deputado federal

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